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Radiologia

Câncer de pulmão: surge nova esperança de redução da mortalidade pela doença

Publicada em 09/03/2020 às 09:58

Atualmente, o câncer de pulmão mata mais pessoas na Europa do que qualquer outro tipo de câncer e o prognóstico de cinco anos é ruim para doenças em estágio avançado. No entanto, agora existem evidências de como controlar seu impacto em nossa sociedade

Recente publicação do estudo NELSON no periódico New England Journal of Medicine apresenta evidências %u200B%u200Bdos benefícios da triagem de câncer de pulmão por tomografia computadorizada de tórax (TCT), um tipo especial de procedimento de raio-X para câncer de pulmão. Os resultados do estudo provavelmente aumentarão o esforço para implementar a triagem por TCT no Reino Unido e na Europa.

O estudo recrutou 15.789 indivíduos, que foram randomizados para triagem tomográfica periódica com baixa dose de radiação. O grupo mostrou uma redução significativa (24%) na mortalidade por câncer de pulmão em participantes do sexo masculino. Isso se traduz em cerca de 60 mortes por câncer de pulmão evitadas como resultado de quatro rodadas de triagem realizadas em 7.900 indivíduos.

Já sabemos há algum tempo que se você identificar doença pulmonar em estágio inicial em indivíduos de alto risco usando a triagem por tomografia computadorizada, e eles forem tratados com sucesso, geralmente por intervenção cirúrgica, esses indivíduos têm um prognóstico de cinco anos muito bom.

O teste-piloto de rastreamento do câncer de pulmão do Reino Unido (UKLS) demonstrou que uma alta porcentagem de doenças em estágio inicial (67%) foi identificada, das quais mais de 80% eram adequadas para cirurgia. Uma série de lições extremamente importantes foi aprendida com o estudo, que incluiu: impacto psicológico mínimo nos participantes; cessação do tabagismo integrada bem-sucedida e uma intervenção estimada como econômica.

Embora o estudo NELSON tenha se concentrado principalmente nos homens, houve inclusão de uma pequena amostra de mulheres, o que forneceu uma observação interessante de um benefício relativo maior nelas do que neles. O estudo demonstrou uma redução de 33% na mortalidade por câncer de pulmão em mulheres, após 10 anos de seguimento.

A razão para esse achado ainda não está clara, no entanto, pode estar relacionada à menor presença de comorbidades em mulheres. É necessário um exame mais aprofundado dos outros resultados de testes europeus, para verificar se esse é um fenômeno geral e, mais importante, para entender por que ele ocorre.

 

Aqui no Brasil o câncer de pulmão continua entre os líderes de incidência e de mortalidade. A grande maioria dos casos é descoberta em fases avançadas dificultando um tratamento cirúrgico curativo.

 

Nossa medicina de imagem brasileira, inclusive em Minas Gerais, já oferece o serviço de tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação utilizando protocolos internacionais para o rastreamento do câncer de pulmão, principalmente na população de maior risco.

Fonte: www.uai.com.br 

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