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Radiologia

Ressonância diminui a incidência de tumor em pacientes com mamas densas?

Publicada em 15/01/2020 às 09:02

Um estudo multicêntrico randomizado controlado realizado nos Países Baixos contou com mais de 40 mil mulheres entre 50 e 75 anos e mamas extremamente densas com mamografia normal. Parte delas foi submetida à ressonância e parte permaneceu no grupo de rastreio mamográfico isolado habitual. O objetivo era avaliar se haveria diferença na incidência de câncer de intervalo durante o período de rastreio de dois anos.

 

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Das 8061 mulheres alocadas no grupo que faria ressonância, 4783 foram de fato submetidas ao exame, dentre as quais 79 apresentaram câncer de mama detectado já na primeira RM. As mulheres com RM normal foram submetidas a novo exame em seis meses – dessas, 4 foram diagnosticadas com câncer de intervalo (0,8/1000). As pacientes inicialmente alocadas no grupo da RM mas que não fizeram o exame ficaram em seguimento por 2 anos.

 

Dessas, 16 foram diagnosticadas com câncer de intervalo ao final do seguimento (4,9/1000 pacientes). Em relação às 32312 mulheres no rastreio mamográfico isolado, 161 tiveram câncer de intervalo (5/1000 pacientes).

 

Conclusões

A realização de mamografia suplementar foi associada com uma taxa de detecção de câncer de 16,5 a cada 1000 rastreios, com uma taxa de falso positivo de 8%. Das mulheres submetidas à biópsia de mama indicada pela RM alterada, 26,3% tinham câncer de mama e 73,7% não foram diagnosticadas com a doença.

O estudo conclui que ao rastreio suplementar com RM em mulheres com mamas extremamente densas foi capaz de detectar significativamente menos casos de câncer de intervalo do que o rastreio mamográfico isolado habitual. São necessários mais estudos considerando os dados iniciais, com seguimento mais longo, a fim de avaliar o efeito na taxa de cânceres avançados e eventualmente na mortalidade.

 

Fonte: pebmed.com.br

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